Foi lançado nesta segunda-feira, 22 de Fev, a versão 8.0 do PC-BSD. Este é uma “distro” baseada no Kernel do FreeBSD 8 e que traz o KDE 4.3 como ambiente gráfico. Diante de tantas opções de distribuições Linux (PC-BSD não é Linux!) por quê alguém optaria por utilizar uma versão do FreeBSD? Afinal os BSD não são supostamentes voltados aos servidores?
A resposta é bem simples. O PC-BSD faz um trabalho excelente, colocando muita distro existente por aí no chinelo. É totalmente configurado para uso em Desktop, seu KDE é muito bem trabalhado e organizado. Possui um instalador próprio, muito fácil e intuitivo; que também permite a instalação do FreeBSD puro. Possui um sistema de empacotamento curioso e eficaz, os PBIs. Estes são pacotes executáveis que permitem a instalação de programas inteiros de forma gráfica usando somente o clique no mouse (next -> next -> close). Os programas em PBI são empacotados juntamente com as bibliotecas de que precisam de forma estática (evitando o conflito e problemas de dependência) e vão todos parar num diretório específico “/Programs”. O gerenciador de atualizações faz o trabalho de manter o sistema sempre atualizado, além de atualizar os PBIs instalados.
Utilizei o PC-BSD por muito tempo, entra as versões 0.8 a 1.4, e já naquela época ele me impressionava. Hoje, alguns anos depois voltei a conferir o projeto e continuo impressionado como as soluções propostas simples funcionam tão bem. Principalmente quando falamos do KDE 4.3, esse ambiente já apresentou problemas e bugs em várias distros que testei, mas no PC-BSD está simplesmente perfeito.
Para os amantes da linha de comando e para os que querem aprender a usar o FreeBSD “de verdade”, o PC-BSD ainda permite a utilização dos ports para a instalação de programas e manutenção do sistema (bem ao estilo Gentoo). Ou seja, tanto para usuários novatos quanto para os intermediários e aspirantes a avançados, o PC-BSD é a escolha ideal.




Olá, Daniel. Parabéns pelo artigo!
O BSD como um todo é uma iniciativa que me impressiona muito pela ambição de seus idealizadores.
Conheço o FreeBSD há algum tempo, bem como o PCBSD. Instalei o FreeBSD 7.2 e o PCBSD 7.2 (Codinome Galileo) no notebook que uso como laboratório para sistemas operacionais (Um simplório Dell Vostro 1000)… Usei ambos por algum tempo, fiz testes e cheguei à conclusão que o FreeBSD realmente não é voltado ao usuário iniciante – mas mesmo assim recomendo a qualquer um que entre de cabeça nesse universo! -, e que o PCBSD 7.2 ao meu ver, não estava suficientemente “maturado” para ser usado em qualquer micro. Algumas placas como a wireless não foram reconhecidas, o teclado não funcionou direito… Enfim, não foi uma experiência visual muito agradável. E eu também não tive tempo de pesquisar mais sobre o assunto, o que me levou a instalar o Debian de volta no note.
Bem… Um ano depois, baixei o FreeBSD 8.1 e o PCBSD 8.0. Estou usando no note o PCBSD há 4 meses. Nossa, que evolução! Muita melhora! O teclado funciona direitinho, a maior parte do KDE está em português, tudo funcionando direitinho… A gestão e manutenção do sistema baixaram ao nível do usuário médio, a configuração de rede, firewall, ambiente gráfico, etc, etc, etc, estão super intuitivos! Mas o raio da placa wireless ainda não é reconhecido e as funções de teclado não funcionam! Mas tudo bem, não é um problema exclusivo do PCBSD. No Debian, por exemplo, tive os mesmos problemas com o Vostro 1000. A única distro Linux que testei e reconheceu completamente o meu hardware e habilitou todas as funções de teclado, foi a Ubuntu. Tá aí outra coisa que não entendo… Se o Ubuntu é Debian-based e ele possui suporte a um número maior de hardware, porquê não usam essa informação para compatibilizar esse hardware ‘ a mais’ no Debian? Enfim, esse assunto não tem nada a ver com o tópico.
Bem… o certo é que estou super feliz e satisfeito com o PCBSD 8.0. Talvez pelo fato do meu equipamento ser muito obsoleto, não tenho um bom desempenho gráfico com o KDE. Seria um sonho o core-team PCBSD lançá-lo integrado também ao Gnome nas próximas versões! Seria uma grande ajuda aos menos afortunados, como eu.
No geral, recomendo fortemente o uso do PCBSD a partir da versão 8.0 para usuários intermediários.
Aos iniciantes no mundo “Unix-Like”, ainda recomendo que comecem pelo Debian, Ubuntu ou aos que prefiram uma experiência visual mais parecida com a do sistema do “Tio Bill” sem contudo perder a essência do Linux, que comecem pelo SuSe (que por sinal, é uma ótima distro! Recomendo!).
Grande abraço!